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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o maior banco de fomento do Brasil, financiando projetos estratégicos em setores como infraestrutura, inovação, indústria e sustentabilidade.
Por meio de financiamentos de longo prazo, garantias, cofinanciamentos e apoio a novos negócios a empresas de todos os portes, o BNDES exerce um papel que vai além do crédito, sendo o principal instrumento de política pública do governo federal para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país.
Sua atuação oferece meios indispensáveis para enfrentar desafios econômicos, sociais e ambientais, especialmente em cenários de juros elevados e restrições fiscais. Nessa dinâmica, o BNDES se apresenta como parceiro essencial do setor produtivo, concedendo crédito em condições acessíveis para investimentos estruturantes que, muitas vezes, o mercado financeiro tradicional não prioriza ou não consegue financiar sozinho.
Sua função vai muito além de um banco comum, pois o BNDES implementa diretamente as diretrizes da política econômica do governo, apoiando programas como o Novo PAC, a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano de Transformação Ecológica (PTE). Além disso, o banco desempenha papel fundamental na redução das desigualdades regionais, no fomento às micro, pequenas e médias empresas e na estruturação de projetos de longo prazo, essenciais para o crescimento sustentável do Brasil.
Neste artigo, vou esclarecer sobre a atuação do banco, bem como desconstruirei fake news e mitos criados por vieses políticos e ideológicos.
Vamos fazer uma imersão a seguir.
Desempenho robusto e retorno ao Estado
“O ano de 2024 marcou o fortalecimento do BNDES como grande vetor da neoindustrialização e do fomento à inovação, à transição energética, à economia verde e aos investimentos de longo prazo. Tivemos um papel fundamental na retomada do crescimento do país, voltando a ser motivo de orgulho e o grande instrumento de financiamento do desenvolvimento nacional. Alcançamos 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) de aprovações e esperamos atingir 2% até 2026.”
(Aluizio Mercadante, Presidente do BNDES)

O Relatório Anual Integrado 2024 do BNDES, divulgado em maio de 2025, traz dados que comprovam a rentabilidade, o impacto e a transparência da instituição. A seguir, confira indicadores financeiros e operacionais divulgados na publicação:
Atuação no Crédito
- R$ 212,6 bilhões em aprovações de crédito (recorde histórico)
- R$ 133,7 bilhões em desembolsos (+17% vs 2023)
- R$ 26,4 bilhões de lucro líquido (+20,5% vs 2023)
Apoio por Setor
- R$ 92,4 bilhões para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs)
- R$ 52,4 bilhões para a indústria (+65% vs 2023)
- R$ 52,3 bilhões para agropecuária (quase o mesmo volume da indústria)
- R$ 93,7 bilhões para o setor agropecuário entre 2023–2024 (mais que toda a gestão anterior)
Gestão Pública e Transparência
- R$ 35 bilhões transferidos ao Tesouro Nacional (tributos e dividendos), o equivalente a 0,3% do PIB
- Cerca de R$ 700 bilhões já devolvidos ao Tesouro (inclui juros e liquidações antecipadas)
- Índice de inadimplência no BNDES é de apenas 0,001%, contra 3,22% do sistema financeiro nacional
BNDES é a instituição pública mais transparente do Brasil
Em 2024, mais uma vez, o BNDES foi reconhecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por meio do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), como a instituição pública federal mais transparente do país, com índice de 96,81%. A Controladoria-Geral da União (CGU) também atribuiu nota máxima (100%) em transparência ativa ao banco. Essa transparência reforça a credibilidade da instituição frente à sociedade, investidores e agentes financeiros .
Crédito para empresas de todos os portes
O banco segue processos transparentes e técnicos, com análises detalhadas de risco e viabilidade econômica, atendendo empresas de todos os portes em todas as regiões do país. O Relatório Anual reforça esse compromisso, mostrando que os recursos são aplicados com rigor e foco em resultados concretos.
O crédito do BNDES não é exclusivo para grandes players. Em 2024, as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) receberam 48% dos desembolsos, enquanto grandes empresas responderam por 52%.
Os desembolsos refletem uma alocação estratégica de recursos, em setores com alto impacto no PIB, geração de empregos, inovação e sustentabilidade. Entre eles, destacam-se:
- Agronegócio (incluindo agricultura familiar e exportadores)
- Infraestrutura (transportes, energia e saneamento)
- Indústria (petróleo, gás, alimentos, metalurgia)
- Inovação (biotecnologia e transição energética)
- Saúde
- Educação
Desenvolvimento em tempos de juros altos
Em um cenário de Selic elevada, o acesso ao crédito se torna restrito — sobretudo para projetos de longo prazo. O BNDES, ao operar com linhas incentivadas e crédito de fomento, garante:
- Prazos de pagamento compatíveis com a maturação de investimentos
- Taxas abaixo do mercado, viabilizando a modernização produtiva
- Estímulo à geração de empregos, à inovação e ao fortalecimento da economia real
Sem esse tipo de financiamento, o país sofreria um colapso nos investimentos em infraestrutura, tecnologia e expansão produtiva.
Papel do BNDES em programas estruturantes do governo
O BNDES tem fortalecido seu protagonismo no financiamento a políticas públicas integradas à nova estratégia desenvolvimentista brasileira, com foco na reindustrialização, sustentabilidade e inclusão produtiva. Neste sentido, merecem destaque três pilares do programa do governo federal:
1. Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)
O banco é o principal financiador do Novo PAC, que investe em projetos de infraestrutura, mobilidade urbana, saneamento, habitação e energia. Em 2024, destinou mais de R$ 50 bilhões a obras como ferrovias, rodovias e moradias, gerando empregos e promovendo crescimento sustentável.
2. Nova Indústria Brasil (NIB)
O BNDES apoia a política industrial brasileira, focando em digitalização, neoindustrialização e fortalecimento de cadeias produtivas. A Nova Indústria Brasil (NIB) oferece linhas de crédito para inovação, transição energética e semicondutores, além de apoiar startups em setores como tecnologia verde, biotecnologia e transformação digital.
3. Plano de Transformação Ecológica (PTE)
O Plano de Transformação Ecológica promove a reindustrialização sustentável, com investimentos em eficiência energética, economia circular e modernização produtiva. Prioriza mobilidade elétrica, hidrogênio verde, agroindústria e reflorestamento, consolidando o BNDES como peça-chave na descarbonização da economia brasileira.
Cofinanciamentos e garantias: o BNDES e o mercado financeiro
Muitas pessoas não sabem, mas o BNDES é essencial para o mercado financeiro privado, ajudando bancos como Itaú, Bradesco, Santander, BTG Pactual e cooperativas de crédito a realizar grandes projetos.
Ele também financia diretamente empresas e governos, sendo peça-chave para o desenvolvimento do Brasil. Veja como funciona:
- Reduz riscos para bancos privados: o BNDES oferece garantias que diminuem o risco de bancos ao financiarem projetos, tornando mais fácil liberar crédito.
- Divide custos em projetos grandes: por meio de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), o banco cofinancia obras de infraestrutura, inovação e sustentabilidade, como energia limpa, rodovias, ferrovias, saneamento, iluminação pública e mobilidade urbana. Essa atuação oferece segurança jurídica e atratividade para investimentos privados em estados e municípios.
- Apoia empresas na bolsa: o BNDES oferece crédito para gigantes como Vale, Petrobras e Suzano, complementando os recursos que elas captam com ações e debêntures (títulos de dívida).
- Cria novos produtos de investimento: o BNDES lançou as Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCDs) e retomou as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), que atraem investidores privados para projetos estratégicos, como agricultura e energia limpa.
A título de exemplo, a Motiva (antiga CCR S.A.) usou garantias do BNDES para grandes projetos de rodovias e mobilidade urbana. O governo de São Paulo, com Tarcísio de Freitas, contou com o banco para financiar o Trem Intercidades Campinas–SP e a expansão da Linha 2 do Metrô. Empresas como Eletrobras (energia), Sabesp (saneamento) e MRS Logística (trens) também contam com o BNDES para investimentos de longo prazo.
Apesar de algumas críticas por viés político ou por puro desconhecimento, a verdade é que sem o BNDES, muitos projetos não sairiam do papel, pois bancos privados e empresas nem sempre têm recursos ou capacidade para investir sozinhos em iniciativas grandes e de longo prazo. O BNDES é, portanto, um parceiro que dá segurança e viabiliza o crescimento do Brasil.
Enfim: sem o BNDES, o Brasil andaria para trás!
Em um país com desigualdades históricas, gargalos de infraestrutura e déficit de inovação, o BNDES é mais do que necessário — é indispensável. Sua atuação combina técnica, responsabilidade, transparência e visão estratégica. Ele é essencial para construir um futuro viável, competitivo e justo. Negar a importância do BNDES seria ignorar a realidade: o mercado precisa dele, os governos contam com ele, e o Brasil só avança com ele.




