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19 de novembro de 2025Novo percurso ecológico no Pará se torna maior trilha sinalizada da América Latina, sendo um marco no turismo de natureza.
Anunciada durante a COP30, a Trilha Amazônia Atlântica é uma rota de 468 quilômetros de extensão voltado ao turismo sustentável e à conservação no Pará.
O trajeto da trilha proporciona uma experiência autêntica da Amazônia, sendo uma oportunidade para turistas fazerem imersão na biodiversidade e cultura, conectando áreas protegidas, pontos históricos e comunidades locais.
O programa foi lançado pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério do Turismo e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, na sexta-feira, 14 de novembro, no stand “Conheça o Brasil” da COP30, em Belém (PA). A proposta visa atrair turistas estrangeiros e fortalecer o turismo nacional, unindo conservação ambiental, lazer e promoção de emprego e renda.
Rota da Trilha Amazônia Atlântica (468 km)
A trilha é formada por sete trechos que atravessam 17 municípios, 13 áreas protegidas, incluindo sete unidades de conservação e seis territórios quilombolas.
Alguns dos trechos principais envolvem:
- Belém (Centro Histórico):
– Pontos urbanos, parques e áreas de mata
– Saída para a Vila de Caraparu - Caraparu → Castanhal
– Passagem por quatro territórios quilombolas - Castanhal → Capanema
– Trajeto pela histórica Estrada Belém–Bragança - Capanema → Nova Olinda
– Travessia até os Campos Naturais Bragantinos - Nova Olinda → Bragança → Augusto Corrêa → Viseu
– Últimos trechos até a fronteira com o Maranhão - Mirante da Serra do Piriá (ponto final)
– Vista privilegiada da Floresta Amazônica

Foto: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
Imersão cultural e fortalecimento econômico
A trilha amplia a visibilidade das comunidades e gera oportunidades diretas de renda. Desta forma, o visitante pode conhecer o modo de vida das populações extrativistas – como coletores de caranguejo, exploradores de babaçu, pequenos agricultores e pescadores – e vivenciar a natureza ao atravessar florestas, manguezais e áreas de grande beleza amazônica.
“Essa trilha vem de comunidades diversas, aquela comunidade que faz o artesanato, que faz o tacacá, que vende a comida. Ela é colocada em holofote por meio dessa trilha, vai conseguir vender melhor e para mais pessoas e, assim, ter mais reconhecimento e pertencimento de território”, anunciou Ana Carla Lopes, Ministra do Turismo em exercício e secretária-executiva do Ministério do Turismo.

Foto: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
Turismo aliado à conservação
O visitante entra em contato com o modo de vida de extrativistas, agricultores, pescadores e populações quilombolas, percorrendo florestas, manguezais e áreas naturais de grande relevância. A proposta foi desenvolvida para unir turismo, proteção e desenvolvimento:
“A trilha não desmata, ela conserva. Com ela trazemos desenvolvimento sustentável, gerando trabalho e capacitação.”
Ana Carla Lopes
(Ministra do Turismo em exercício e Secretária-executiva do Ministério do Turismo)
Segundo o ICMBio, a trilha fortalece políticas de conservação que integram pessoas e territórios:
“As unidades de conservação existem para integrar territórios e pessoas. A Rede de Trilhas é uma política nacional que se fortalece quando nasce das comunidades, dos quilombolas, dos municípios e de todos os envolvidos. É um exemplo de como o Brasil pode mostrar ao mundo a riqueza de seus aspectos ambientais, culturais e gastronômicos.”
Carla Guaitanele
(Diretora substituta de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio)
Suporte ao visitante via aplicativo
O aplicativo eTrilhas fornece informações completas sobre o percurso, serviços próximos e meios de contato direto com prestadores locais. A expectativa é receber 10 mil visitantes no primeiro ano. O trajeto pode ser percorrido a pé, de bicicleta ou a cavalo. Acesse a página exclusiva da Trilha Amazônia Atlântica aqui.
Fontes: Secretaria de Comunicação Social do Governo do Brasil, Agência Brasil, COP30 e eTrilhas





