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Nos últimos anos, o mundo passa por profundas e disruptivas transformações no cenário geopolítico. Novos tempos exigem adaptabilidade para que possamos compreender a História com as nuances que revelam a evolução dos países. Neste sentido, os BRICS+ têm ampliado sua relevância global com iniciativas nas mais variadas áreas como infraestrutura, comércio, tecnologia, energia, entre outras.
O bloco defende um modelo de cooperação entre países baseado na multipolaridade, no crescimento compartilhado e na soberania econômica. As verdades a seguir mostram como essa nova dinâmica pode influenciar positivamente a economia global — e a sua vida.
1. Os BRICS+ já superaram o G7 em tamanho econômico
Segundo dados recentes do FMI (Fundo Monetário Internacional), o Produto Interno Bruto dos BRICS+, medido pela paridade do poder de compra (PPC), atingiu cerca de US$ 56,6 trilhões em 2024, superando os US$ 52,4 trilhões do G7. Além disso, o grupo representa cerca de 45% da população mundial. Esse crescimento reflete uma tendência de redistribuição do dinamismo econômico, no qual países em desenvolvimento ganham protagonismo. Isso não significa confronto, mas sim a ampliação de vozes relevantes no cenário global.
2. O comércio em moedas locais está aumentando
Um dos movimentos mais notáveis entre os BRICS+ é o incentivo ao uso de moedas nacionais no comércio internacional. Atualmente, cerca de 27% do comércio intra-BRICS já é feito sem o uso do dólar, especialmente em setores estratégicos como energia e infraestrutura. Isso fortalece a autonomia econômica dos países envolvidos e reduz custos com conversões cambiais, além de proporcionar maior estabilidade frente a flutuações de moedas externas. Trata-se de uma estratégia para diversificar e fortalecer a resiliência financeira dos membros.
3. O Banco dos BRICS (NDB) é alternativa de financiamento para o desenvolvimento sustentável
O New Development Bank (NDB), também conhecido como Banco dos BRICS, já aprovou mais de US$ 32 bilhões em projetos desde sua fundação. Ao contrário de modelos tradicionais de financiamento, o NDB prioriza investimentos em infraestrutura verde, inclusão social e inovação tecnológica. Essa abordagem construtiva fortalece a capacidade dos países em desenvolvimento de gerar crescimento com justiça social e sustentabilidade.
4. O sistema financeiro global ganha novas alternativas
Com o desenvolvimento do BRICS Pay, uma rede de pagamentos independente do sistema SWIFT, os países do bloco estão criando alternativas financeiras que promovem soberania e inclusão. A plataforma já foi testada entre China, Rússia e Índia, com potencial de ampliar o acesso a pequenos exportadores, startups e mercados emergentes. Esse avanço complementa os sistemas globais existentes, oferecendo opções mais acessíveis e tecnológicas.
5. Cada membro do BRICS tem uma vantagem estratégica
A diversidade dos BRICS+ é uma das suas maiores forças. O Brasil, por exemplo, detém 98% das reservas conhecidas de nióbio, um minério essencial para a indústria aeroespacial e de alta tecnologia. A Índia lidera em tecnologia da informação, com uma das maiores forças de trabalho digital do mundo. A China investe pesadamente em manufatura avançada e energia limpa. Essa complementaridade permite ao grupo operar como uma rede colaborativa, onde cada país contribui com seus ativos únicos para o crescimento coletivo.
6. O BRICS+ está se tornando o celeiro do mundo
Com vastos recursos agrícolas, climáticos e tecnológicos, os BRICS+ têm papel central na segurança alimentar global. Brasil, Rússia e África do Sul, por exemplo, são grandes exportadores de grãos, proteínas e commodities agrícolas. Ao mesmo tempo, iniciativas como as fazendas verticais chinesas e tecnologias de irrigação na Índia aumentam a eficiência produtiva mesmo em ambientes adversos. Isso significa não apenas suprimento confiável de alimentos, mas também soluções sustentáveis para alimentar uma população global crescente.
7. A transição energética ganha força no Sul Global
Enquanto muitos países ainda discutem a viabilidade da transição energética, os BRICS+ já implementam projetos concretos de energia limpa. Um exemplo é o fundo conjunto de US$ 10 bilhões para projetos sustentáveis, que já financia hidrogênio verde no Nordeste brasileiro e parques solares na África. Esses investimentos ampliam o acesso a energias renováveis, criam empregos verdes e reduzem a dependência de fontes poluentes, mostrando que a revolução ambiental também vem do Sul.
8. A Internet do Futuro nasce sobre novas bases
O desenvolvimento de redes de dados autônomas e a pesquisa em 6G por países como China e Índia indicam que a próxima geração da internet poderá ser mais distribuída, rápida e segura. Essas iniciativas buscam não apenas inovação tecnológica, mas também maior controle sobre a soberania digital. Com isso, surgem oportunidades para descentralização dos dados, privacidade reforçada e inclusão de regiões historicamente desconectadas do mundo digital.
9. Uma nova classe média global emerge
O crescimento econômico e a digitalização têm impulsionado o surgimento de uma nova classe média nos BRICS+, especialmente na Índia, China e Brasil. Estima-se que, até 2030, mais de 2 bilhões de pessoas façam parte dessa faixa de renda. Esse movimento altera o padrão de consumo, fortalece o mercado interno desses países e gera novas oportunidades para educação, empreendedorismo e mobilidade social. É um cenário promissor para o desenvolvimento humano e econômico inclusivo.
10. BRICS+ fortalecem liderança diplomática em meio a conflitos globais
À medida que as tensões globais e a polarização geopolítica se aprofundam, membros do BRICS+ consolidam seu papel como mediadores-chave e facilitadores do diálogo internacional. Longe de serem meros observadores passivos, nações como China, Brasil, África do Sul e Índia têm avançado consistentemente em esforços diplomáticos voltados à resolução pacífica, à cooperação multipolar e ao respeito ao direito internacional — posicionando-se como vozes importantes na busca por soluções equilibradas e duradouras para alguns dos conflitos mais complexos do mundo.
Vivemos uma nova e ela pode ser positiva para todos
Os BRICS+ não surgem como antagonistas, mas como arquitetos de uma nova lógica de cooperação global. Um mundo com múltiplos centros de poder pode gerar soluções mais equilibradas, comércio mais justo e inovação acessível.
No entanto, é preciso reconhecer que até mesmo membros do bloco enfrentam desafios como guerras, conflitos e disputas geopolíticas. Por isso, a construção de um futuro mais próspero e sustentável depende de um esforço conjunto — de todos os países — para superar ciclos de guerra, competição predatória e práticas neocoloniais.
A paz, a soberania compartilhada e o respeito mútuo são pré-condições para que o potencial transformador dessa nova ordem multipolar beneficie a todos. O mundo está mudando e a oportunidade está em participar ativamente dessa transição.




