
BYD convida João Vitor de Paiva para visitar a China
1 de junho de 2026Encontro em Pequim reforça importância da parceria como uma das mais relevantes do Sul Global em cenário internacional marcado por incertezas.
Nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, Brasil e China realizaram importantes reuniões em Pequim para aprofundar a parceria estratégica bilateral. A agenda envolveu pautas como finanças, investimentos, comércio em moedas locais, emissão de títulos soberanos, economia verde, multilateralismo, entre outros temas.
A delegação brasileira segue em compromissos oficiais na China até quinta-feira, 11 de junho. Confira a seguir alguns destaques até o momento divulgados pelo portal chinês Global Times.
Salto histórico nas relações Brasil-China
A delegação brasileira participou da 12ª Reunião da Subcomissão Financeira da Comissão de Coordenação e Cooperação de Alto Nível China-Brasil. O encontro foi liderado pelo vice-ministro das Finanças da China, Liao Min, e pelo Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Mathias Alencastro.
Liao Min mencionou que, sob a orientação estratégica dos líderes dos dois países, as relações Brasil-China tiveram um salto histórico e que a cooperação ampla vem melhorando continuamente em qualidade e nível.
“A China deseja trabalhar com o Brasil para fortalecer a comunicação e a coordenação em políticas macroeconômicas, aprofundar a cooperação financeira bilateral prática e reforçar a coordenação nos mecanismos multilaterais, de modo a injetar mais certeza em um mundo turbulento por meio do nosso próprio desenvolvimento econômico estável.”
Liao Min – Vice-Ministro das Finanças da China
Por sua vez, Mathias Alencastro destacou a importância da cooperação Brasil-China em meio às incertezas internacionais. Ele enfatizou que o país quer aprofundar a confiança mútua, alcançar benefícios recíprocos e elevar a cooperação financeira bilateral a novos patamares, ao mesmo tempo em que fortalece a coordenação no palco internacional.
Brasil e China discutiram cooperação em bancos, seguros, mercados de capitais, financiamento comercial e agrícola, investimento sustentável e finanças multilaterais.
Bancos Centrais: avanços em moedas locais
Em reunião paralela, os presidentes dos bancos centrais do Brasil e da China – Gabriel Galípolo e Pan Gongsheng – trataram de medidas para facilitar o comércio:
- Facilitação de abertura de contas em moeda local por empresas dos dois países;
- Expansão do escopo dos swaps bilaterais em moedas locais;
- Estudo para implantação de negociação direta Yuan/Real;
- Fortalecimento de sistemas de pagamento em moedas locais para oferecer serviços eficientes e seguros de pagamento e liquidação no comércio bilateral.
Panda bonds e investimentos
A China apoiou a emissão de títulos soberanos do Brasil no mercado chinês, conhecidos como Panda Bonds, e incentivou que mais empresas brasileiras de alta qualidade emitam títulos no país.
Além disso, os dois lados anunciaram o apoio ao programa piloto China-Brazil Bond Connect – sistema que facilita a compra e venda de títulos públicos e privados entre os mercados da China e do Brasil.
Eles também incentivaram o Fundo China-Brasil, fundo de investimento bilateral destinado a financiar projetos no Brasil, com foco em infraestrutura, energia, agricultura e transição verde.
Agricultura sustentável e economia verde
O Brasil planeja ampliar a cooperação bilateral nas áreas de agricultura sustentável, transformação verde e economia do futuro. Para isso, será utilizado o Grupo de Trabalho de Cooperação em Financiamento Agrícola China-Brasil, que busca aproximar instituições financeiras e players do mercado dos dois países.
Coordenação internacional
Como membros importantes do Sul Global, China e Brasil reafirmaram o compromisso de fortalecer a coordenação na trilha financeira do G20, do BRICS, do AIIB (Asian Infrastructure Investment Bank) e do NDB (New Development Bank).
Juntos, os países pretendem promover a reforma da governança econômica global e impulsionar o desenvolvimento de infraestrutura sustentável no Sul Global.
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- Crédito da foto: Global Times/Ministério das Finanças da China




