
Cinema brasileiro expande horizontes no BRICS
3 de setembro de 2026Líderes se reúnem em Nova Déli em 12 e 13 de setembro sob o comando da Índia. China assumirá presidência rotativa do bloco em 2027.
A 18ª Cúpula do BRICS acontecerá nos dias 12 e 13 de setembro de 2026, em Nova Déli. É a quarta vez que a Índia assume a presidência rotativa do bloco.
O encontro deve reunir delegações do Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos. A Arábia Saudita consta na lista oficial da presidência indiana, embora Riad não tenha confirmado delegação para a cúpula.
Segundo números divulgados pelo governo da Índia em 2026, o bloco já representa 49,5% da população global, 40% do PIB mundial e 26% do comércio internacional.
A pauta da presidência indiana
A Índia conduz o BRICS desde o início de 2026 sob o tema “Construindo Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”:
- Resiliência: fortalecimento econômico e institucional contra rupturas nas cadeias de suprimento e riscos climáticos.
- Inovação: infraestrutura digital, fintech, inteligência artificial e compartilhamento de conhecimento.
- Cooperação: coordenação de políticas, financiamento do desenvolvimento e reformas na governança global.
- Sustentabilidade: crescimento econômico aliado à preservação ambiental.
Ao longo de 2026, a Índia já promoveu mais de 350 reuniões preparatórias em diversas cidades.
O que esperar da Cúpula do BRICS
O evento mostrará como os países dialogam em meio a guerras, conflitos e contradições – com pautas que vão da reforma do Conselho de Segurança da ONU ao comércio em moedas locais, tributação e segurança.
A cúpula deve reforçar a tendência de um mundo multipolar e o pragmatismo econômico dos múltiplos alinhamentos.
Em 11 de setembro, Nova Déli sediará também o Fórum Empresarial do BRICS, evento paralelo do Conselho Empresarial do bloco. Ainda não foram divulgadas companhias brasileiras que estarão neste fórum.
Brasil no evento
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representará o Brasil na Cúpula do BRICS. Em maio, em Nova Déli, ele defendeu reforma urgente da ONU e da OMC (Organização Mundial do Comércio) e disse esperar que o bloco atinja consensos durante a cúpula.
O presidente Lula, por sua vez, permanecerá no país por causa da campanha eleitoral e deve concentrar o esforço internacional na ONU: o Debate Geral da Assembleia Geral começa em 22 de setembro, em Nova York. O governo brasileiro ainda não divulgou a agenda oficial. Fontes da diplomacia indicam que o presidente Lula deve discursar e que esse tende a ser seu único deslocamento ao exterior até as eleições.
Vale lembrar que o Brasil presidiu o BRICS em 2025 e deixou sua marca na defesa da reforma da governança global, no combate à fome e na transição energética justa.
BRICS 2027: China assumirá presidência do bloco
Em 1º de janeiro de 2027, a China assumirá a presidência rotativa do BRICS e deve sediar a 19ª Cúpula de líderes.
Será a oportunidade de reforçar a tendência da multipolaridade e o potencial dos mercados emergentes. A expectativa é que a presidência chinesa dedique atenção especial a temas como:
- Fortalecimento do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento – Banco do BRICS) sediado em Xangai.
- Cooperação financeira em moedas locais.
- Ampliação do formato BRICS+ e do círculo de países parceiros.
- Prioridade em temas como clima, segurança alimentar, energia, economia digital e inteligência artificial.
- Reforma da governança global.
Conclusão
Mesmo em meio às complexidades geopolíticas, o BRICS segue sendo o fórum onde a nova arquitetura global se desenha.
Acompanhe minhas atualizações em tempo real no X: @sitebricsbrasil






