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1 de agosto de 2025Estudo independente com IA especializada aponta caminhos para o Brasil liderar cadeias de alto valor agregado.
⚠️ NOTA DA AUTORA – Estudo independente
Este artigo não tem vínculo com governos ou partidos. É um exercício técnico independente que utilizou IA para: analisar políticas públicas globais; processar dados abertos; e gerar propostas para debate democrático sobre o futuro do Brasil. As 100 estratégias são contribuições à sociedade, não representando posições oficiais.
O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, com aproximadamente 22 milhões de toneladas (23% do total global), além de 10% das reservas globais de minerais críticos – incluindo 98% do nióbio, 25% do grafite natural e 5% do níquel global, segundo a Agência Nacional de Mineração.
Apesar do potencial, o país ainda exporta 90% desses recursos como commodities brutas, perdendo oportunidades de agregar valor e desenvolver cadeias produtivas de alta tecnologia. Para cada tonelada de terras raras exportada sem processamento, o Brasil deixa de ganhar até US$ 500 mil em produtos acabados como ímãs permanentes e baterias avançadas.
Para mudar a situação, o governo brasileiro lançará, em novembro de 2025, a Política Nacional de Minerais Críticos e Terras Raras (PNMCTR). O objetivo é colocar o Brasil como um fornecedor global de minerais essenciais para setores como energia renovável, mobilidade elétrica, defesa e alta tecnologia.
O plano se baseia em três pilares principais:
- Soberania tecnológica: garantir o fornecimento interno de matérias-primas para a indústria verde e de defesa
- Industrialização acelerada: desenvolver toda a cadeia produtiva dentro do país
- Sustentabilidade certificada: aplicar padrões ESG (Ambiental, Social e Governança) reconhecidos mundialmente
A futura política brasileira abrangerá toda a cadeia de valor – da extração ao processamento, industrialização e inovação tecnológica – com foco na modernização sustentável, automação, governança eficiente, fiscalização rigorosa e diplomacia comercial.
Nesse último aspecto, o Brasil anunciou que iniciará uma cooperação técnica com a Índia, voltada a agregar valor em diferentes etapas da cadeia de minerais críticos. Conforme destacou hoje (28 de julho de 2025) o Assessor Especial da Presidência da República, Celso Amorim, a iniciativa reforça o papel do Sul Global na busca por autonomia energética e industrial.
Diante das metas ambiciosas do Brasil e desafios relacionados, utilizei inteligência artificial para fazer um brainstorm e identificar possíveis avenidas.
🤖 Como a IA ajudou a criar este plano?
Este artigo nasceu de um diálogo longo e profundo com a inteligência artificial da DeepSeek, especializada em geopolítica de recursos estratégicos. A partir disso, foi realizado um trabalho criterioso de curadoria, pesquisa e refinamento por meio de prompts, além de apoio da DeepSeek e ChatGPT para adaptar conceitos técnicos em uma linguagem clara e acessível.
A DeepSeek analisou 26 modelos internacionais — incluindo dos EUA, da União Europeia, do Vietnã e de todos os países do BRICS (com foco em China, Índia e Rússia), além de ter cruzado dados de 120 jazidas brasileiras e projeções de mercado até 2040 para propor estratégias adaptadas ao contexto brasileiro. O resultado? Um plano inovador e executável com 100 estratégias para fazer do Brasil um hub global de minerais críticos sustentáveis.

100 estratégias para o Brasil dominar minerais críticos e terras raras
🏛️ FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL E LEGAL
(Governança e ambiente de negócios)
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Criar a Agência Brasileira de Minerais Críticos (ABMC) para coordenar políticas públicas
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Estabelecer a Lei de Segurança Mineral (exigir 51% de capital nacional em projetos estratégicos)
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Reduzir impostos para empresas que processarem minerais no Brasil (incentivo fiscal)
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Implementar selo “Tecnologia Mineral Brasileira” para produtos de alto valor agregado
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Digitalizar licenças ambientais via blockchain (tecnologia digital que registra dados de forma segura e permanente)
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Exigir planos de industrialização como condição para exportar minérios brutos
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Proibir exportação de minérios brutos sem contrapartida tecnológica
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Mapear reservas com satélites e IA (inteligência artificial)
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Classificar terras raras como recurso estratégico de segurança nacional
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Integrar política mineral ao Plano Nacional de Inteligência Artificial
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Fomentar consórcios público-privados para exploração sustentável
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Atualizar Código Mineral com regras específicas para minerais críticos
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Desenvolver índice de desempenho para monitorar metas decenais
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Estabelecer Conselho Consultivo com indústria, academia e sociedade civil
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Criar fundo soberano financiado por royalties minerais
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Implementar sistema de alerta para vulnerabilidades na cadeia global
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Coordenar políticas com estados produtores de minerais estratégicos, como Pará (bauxita, cobre e terras raras) e Minas Gerais (nióbio, ferro e lítio)
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Adotar governança baseada em big data (uso estratégico de grandes conjuntos de dados para tomar decisões)
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Proteger patentes de tecnologias desenvolvidas com recursos públicos
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Vincular política mineral à Estratégia Nacional de Defesa
⚙️ TECNOLOGIA E INDUSTRIALIZAÇÃO
(Inovação e cadeia produtiva)
21. Construir fábricas de ímãs de neodímio (usados em motores elétricos)
22. Dominar metalurgia de terras raras pesadas (processamento de elementos estratégicos como o disprósio)
23. Conectar minas a polos industriais via corredores ferroviários
24. Desenvolver tecnologia metalúrgica brasileira para purificar terras raras – etapa fundamental para transformar minério em elementos valiosos como ímãs e baterias
25. Lançar programa de substituição de importações em componentes estratégicos
26. Criar Centro Nacional de Mineração 4.0 (integração de tecnologias digitais como drones, sensores e automação)
27. Implantar biomineração (técnica de extração que utiliza microrganismos para separar minerais)
28. Produzir baterias de lítio de estado sólido (modelo avançado com maior segurança e densidade energética)
29. Fomentar cadeia de semicondutores (produção de chips e componentes eletrônicos)
30. Estruturar Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) – isto é, áreas com incentivos fiscais e infraestrutura – em regiões mineradoras para atrair indústrias de processamento e fabricação de alto valor agregado
31. Fabricar catalisadores de petróleo com terras raras brasileiras (agrega valor, reduz importações e fortalece a indústria nacional)
32. Desenvolver ligas metálicas avançadas para indústria aeroespacial
33. Inovar em mineração de profundidade com robótica autônoma (uso de robôs independentes em áreas de difícil acesso)
34. Certificar laboratórios para análise de pureza (padrão ISO internacional)
35. Reciclar resíduos eletrônicos em escala industrial
36. Automatizar processos de mineração para aumentar segurança
37. Pesquisar aplicações médicas (a exemplo de contrastes para ressonância magnética)
38. Implantar usinas de beneficiamento mineral junto às minas
39. Integrar produção mineral ao hidrogênio verde (eletrolisadores)
40. Criar parques tecnológicos para startups em regiões mineradoras
41. Desenvolver superímãs para turbinas eólicas offshore
42. Fabricar veículos elétricos com componentes magnéticos nacionais
43. Modernizar portos para exportação de produtos de alto valor
44. Produzir vidros especiais com minerais críticos nacionais (usados em lentes de alta precisão, lasers e equipamentos médicos)
45. Avançar em tecnologias quânticas (computação de última geração com grande poder de processamento)
♻️ SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR
(Gestão ambiental e eficiência)
46. Reciclar 90% dos rejeitos minerais até 2035
47. Restringir mineração em áreas ambientalmente sensíveis e de alta biodiversidade com monitoramento por satélite
48. Certificar minas com selo “Zero Carbono” (uso de energias renováveis)
49. Implantar mineração urbana com foco em centros urbanos de alto consumo eletrônico (reciclagem de metais e componentes de resíduos eletrônicos)
50. Acabar com o resíduo da mineração, transformando tudo que sobra em produtos úteis
51. Recuperar áreas degradadas com técnicas de biorremediação (restauração ecológica; uso de organismos naturais para restaurar áreas impactadas)
52. Compensar comunidades tradicionais com royalties e capacitação
53. Fiscalizar operações com drones e sensores IoT (Internet das Coisas)
54. Promover economia circular em cadeias produtivas integradas
55. Desenvolver embalagens biodegradáveis para produtos minerais
56. Reduzir consumo hídrico com sistemas de circuito fechado
57. Mapear passivos ambientais e exigir reparação imediata
58. Incentivar mineração em áreas já antropizadas (já alteradas pelo homem)
59. Criar fundo de compensação ambiental financiado por multas
60. Exigir plano de fechamento de mina sustentável (garantir recuperação ambiental e uso responsável do terreno após o fim da mineração)
🎓 EDUCAÇÃO E CAPACITAÇÃO
(Formação de capital humano)
61. Incluir “geopolítica de minerais” no currículo do ensino técnico
62. Oferecer bolsas em metalurgia avançada (especialização)
63. Criar Academia Brasileira de Tecnologia em Minerais Críticos
64. Desenvolver cursos EAD (ensino à distância) sobre processamento mineral
65. Realizar olimpíadas nacionais de geologia em escolas públicas
66. Treinar 50 mil trabalhadores em operações de mineração 4.0 (operações automatizadas e conectadas por tecnologias digitais) até 2030
67. Estabelecer intercâmbios técnicos com países que lideram o tema como China, Japão, Austrália, Coreia, Índia e outros países do BRICS+
68. Implantar laboratórios de simulação virtual em universidades
69. Fomentar formação de doutores em economia mineral estratégica
70. Construir Museu Interativo das Terras Raras (divulgação científica)
🌐 INSERÇÃO GLOBAL E PARCERIAS
(Diplomacia e comércio)
71. Vincular exportações a transferência de tecnologia (“commodity por know-how”)
72. Posicionar o Brasil na iniciativa Critical Minerals Alliance (aliança global que reúne países estratégicos para garantir o fornecimento sustentável e seguro de minerais essenciais)
73. Negociar acordos preferenciais com blocos e países estratégicos (União Europeia, Sudeste Asiático e África, por exemplo) para fortalecer a transição energética
74. Criar marca “Terras Raras do Brasil” (diferenciação no mercado)
75. Estabelecer Bolsa de Metais Estratégicos (negociação transparente)
76. Formar aliança estratégica de nióbio com Canadá para regulação de preços (lembrando que Brasil é líder global em nióbio)
77. Exportar ímãs permanentes para mercados premium compradores
78. Atrair montadoras de veículos elétricos com lítio processado localmente
79. Participar ativamente da International Mineralogical Association (IMA) – organização internacional que reúne cientistas e instituições dedicadas ao estudo dos minerais
80. Desenvolver plataforma B2B (business-to-business) para conectar produtores e compradores globais
81. Ampliar atuação do NDB (Banco do BRICS) para financiar projetos minerais estratégicos de países do Sul Global
82. Diversificar mercados para Sudeste Asiático e África
83. Usar moedas locais em transações com parceiros BRICS+
84. Realizar roadshows em centros financeiros globais
85. Instalar escritórios comerciais em embaixadas estratégicas
86. Oferecer contratos de longo prazo com preços estáveis
87. Promover o Brasil como alternativa sustentável e complementar em cadeias globais de minerais críticos, inclusive cooperando com a China
88. Estabelecer parcerias com África em mineração responsável
89. Influenciar padrões internacionais de certificação mineral
90. Certificar origem rastreável via blockchain (garantia de procedência)
🛡️ SEGURANÇA NACIONAL E DEFESA
(Proteção estratégica)
91. Proibir investimentos estrangeiros sem contrapartida industrial
92. Estocar reservas estratégicas (equivalente a 24 meses de consumo)
93. Monitorar jazidas via satélite com apoio das Forças Armadas
94. Desenvolver tecnologias de defesa, utilizando terras raras nacionais
95. Criar comitê de crise para respostas a disrupções globais
96. Proteger dados geológicos com cibersegurança avançada (firewalls e criptografia)
97. Fortalecer fiscalização de fronteiras contra contrabando mineral
98. Treinar tropas especializadas em proteção de infraestrutura crítica
99. Integrar estoques minerais à Estratégia Nacional de Defesa
100. Pesquisar sistemas de defesa a laser com terras raras, usados em tecnologias de proteção contra drones e mísseis
Conclusão: Brasil pode ser potência em terras raras na era dos minerais estratégicos
Estas 100 estratégias mostram que o Brasil pode fazer a transição de exportador de minerais brutos para líder global em tecnologias verdes. Com recursos abundantes, acesso a mercados globais e uma oportunidade histórica, o país está bem posicionado para liderar uma nova revolução industrial baseada em inovação, sustentabilidade e geração de valor agregado.
As sugestões mostram que o caminho é viável – desde que haja vontade política, coordenação entre setores e defesa intransigente dos interesses nacionais. A política de minerais críticos é mais que um plano: é a grande oportunidade para o Brasil se tornar potência tecnológica. A hora é de unir governo, indústria e cidadãos. O momento de agir é agora!
📍 Exemplos de onde o Brasil pode liderar:
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Nióbio: 98% das reservas globais → Ligas para turbinas de avião
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Terras Raras: 2ª maior reserva → Ímãs para carros elétricos
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Grafite: 25% do mundo → Baterias de lítio
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2 Comments
Excelentes reflexões. Tenho participado do debate a bem tempo mas agora estou na boca da mina com os mineiros, nas reuniões acadêmicas, nos embates com os empresários e com os governos .
Muito obrigada por seu feedback, Lourival! Sucesso para você que está na linha de frente nesses assuntos!